quarta-feira, 29 de julho de 2009

A liberdade em ser amigo...



"Vai, se você precisa ir..."
Assim começava a canção de Renato Russo. Letra creio eu ter sido escrita a um amor, mas pra mim ela define bem meu sentimento em relação á amizade.

E ela continua assim:

... não quero mais brigar esta noite
nossas acusações infantis
e palavras mordazes que machucam tanto
não vão levar a nada como sempre

Vai, clareia um pouco a cabeça
já que você não quer conversar
já brigamos tanto, mas não vale a pena
vou ficar aqui com um bom livro ou com a tv
sei que existe alguma coisa incomando você

Meu amor (amigo) cuidado na estrada
e quando você voltar
tranque o portão
fecha as janelas
apague a luz
e saiba que te amo!

Temos a mania de criar expectativas em cima das nossas amizades.
Somos tendenciosos a criar padrões de comportamentos:
se estou passando por uma dificuldade, ele, meu amigo, deve me ajudar,
eu, se estou passando por um momento de dor, ele, meu amigo, deve me consolar,
eu, se estou precisando conversar, ele, meu amigo, deve estar pronto a ser ouvidos para meus desabafos.
Ele tem que ser colo, ombro, companhia etc etc etc

Mas quem disse que tem que ser assim? Em que manual da amizade está escrito essas inverdades?

Ele, tem que estar ao meu lado por querer, ser meu consolo por querer, ele precisa ter a liberdade em ser meu amigo e eu, preciso saber me desprender de exigências, cobranças.

Ele não agiu como como "deveria", não, na verdade não agiu como EU queria que agisse. Ele nos magoa, nos feri quando criamos expectativas que esperamos ser cumpridas, porém quando entendemos que a amizade se baseia na liberdade não criamos padrões nem expectativas que quando não cumpridas ferem, magoam nossos corações.

Talvez ele (a)não tenha agido como você precisava...
Talvez ele (a)não tenha sido colo, quando você mais chorou...
Talvez ele (a)não tenha te ligado, quando ouvir sua voz bastava...

E aí, depois do tempo passar, quando você o (a)vir talvez ele (a) não pareça mas aquela figura familiar, aquela pessoa de tantos bons momentos compartilhados, pode ser algo estranho, mas se você der chance ele (a)irá te reconsquitar e você irá encontrar nos olhos dele (a) aquele amigo (a)que você tanto ama. Nessas horas, UM ABRAÇO BASTA!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O que aprendo com elas...



No mês de Julho nós aqui na minha igreja em Brasília tivemos 1 semana de colonia de férias.
Eba!!! Algodão doce, chupe-chupe, cama elástica, pula-pula, muitas histórias, lanche e no última dia teve até banho de mangueira. Com certeza tudo o que uma crinaça pode querer!
Fazia um tempão que eu não trabalhava com crianças (embora trabalhe por e para elas) e já estava com muita saudade.
Porém o que a colônia mais me fez foi refletir em como elas foram e são importante em meu ministério.
Antes mesmo em eu sonhar em ser missionária, quando eu estava no último ano da faculdade em Natal, eu fazia trabalho voluntário em um hospital infantil. Eu saia da faculdade e ia para o centro da cidade onde tinha estágio, mas ates (quando dava tempo) eu passava no hospital, com minha biblia da garotada, para contar historinhas para as crianças.
Numa manhã antes de ir ao estágio passei por lá. No andar de cima ficavam as crianças com cancer e nesse dia fui direto prara lá. Assim que subi as escados dei de frente com um virdo do quarto de isolamento. Me aprocimei do vidro mas não pude percebe quem estava dentro. Adentrei ao quarto e me deparei com uma figura infantil que me custou identificar. Era uma criança morena, com rarissimos fios de cabelo e com uma aperência que acredito ter sido causadoa pelos tantos remédios(ela estava inchada).
Conversei com ela, perguntei se ela gostava de istorinhas da biblia, ela me disse que ouvia quando ia a escola dominical na igreja. Eu disse a ela, Micarla era seu nome, que no dia seguinte iria visitá-la levando minha bíblia para contar historinhas.
No dia seguinte não pude cumprir o combinado, nem me lembro o meotivo de não ter podido ir.
No sábado fui ao hospital, subi direto para o quarto onde Micarla estava, subi as escadas, me apriximei do vidro de isolamento mas não a avistei. Perguntei para mulher que estava limpando o chão onde é que estava a garotinha que naquela mesma semana estava naquele qaurto. A resposta foi: ESTÁ NO CÉU!
Desci correndo as escadas, chorando. Fiquei me sentidno culpada por não tr dio visitá-las antes. Liguei chorando para minha mae, ela me consolou dizendo que ela tinha Jesus e que por isso estava naquele momento no céu.
O que esse episodio me ensinou é a urgência que temos de falar ao próximo do amor de Cristo, não podemos perder as oportunidades.
Ainda hoje as lágrimas me veem aos olhos quando conto essa história.

Este fato agora ocorreu já depois de eu ter ido para JOCUM. Eu já tinha aceitado o chamado de Deus para minha vida, mas ainda não conseguia lidar com o fato de dependente financeira dos "outros". A questão financeira sempre foi difícil para mim, uma pessoa que sempre lutou para ser independente. Lembro-me que estava naqueles dias perguntando para Deus como seria viver desta forma e após o culto onde eu havia ido pregar sobre missões, uma criança de seus 5 anos de idade se aproximu de mim e disse: Missionária, é para você. E me entregou uma nota de 5 reais. Foi o suficiente para entender que Deus iria usar quem e quando ele quisesse para me abençoar.

Quanto eu já aprendi com elas, quanto elas me ensinam e quantas estão precisando ouvir do amor de Cristo, amor que acolhe, que abraça.

"Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele." (Jesus Cristo)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cultura ou violãção?

Pessoal, não fui em quem escreveu o artigo abaixo, porém eu achei muito interessante e gostaria que vocês o lessem. Fiquem a vontade para opinar. Os créditos estão abaixo.

Cultura ou violação?

Lendo El País (Espanha) de 1° de junho de 2009, vi uma matéria sobre Ester - mais uma jovem africana, do Sudão, que fugiu de casa e daquele país, ao descobrir que sofreria mutilação genital e, em seguida, se casaria com um idoso desconhecido. A mutilação significa amputação do clitóris, podendo ser acrescida a dos lábios vaginais; e em outros casos, a costura dos mesmos.

Como se observa na história, o ato da mutilação está vinculado a um cenário tradicional de parentesco que define o papel da mulher. Conforme estudos, comunidades que realizam a mutilação acreditam que só assim garantirão o casamento das filhas.

Ao contrário do que se pensa, não é uma prática islâmica por excelência, embora alguns grupos que a praticam aleguem que é recomendação do Profeta – fundamentação religiosa questionada por estudiosos da sharia, o código de leis.

O “corte genital feminino”, expressão preferida pela Unicef, é comum em 28 países da África, regiões do Oriente Médio e da Ásia. Também era praticado por indígenas da América Central e do Sul, embora seja cada vez mais raro entre esses povos. Enquanto o costume é abandonado entre grupos indígenas da América, tem sido levado por meio da imigração a locais que não o conheciam, como Suíça, Canadá Austrália etc.

O tema é sempre polêmico, já que o ato está ligado a ritos de passagens tradicionais para tais comunidades. A mutilação faz parte do ingresso da mulher na vida adulta e habilitação ao matrimônio, da mesma forma que outros rituais (alguns dos quais também deixam marcas) são realizados para homens e mulheres em outras situações.

Daí porque defensores/as do culturalismo acusam o discurso dos Direitos Humanos que se coloca contra tal prática de etnocentrismo ocidental. Crítica endossada por alguns/mas antropólogos/as que pontuam a noção de prazer centrada no clitóris como algo ocidental, ou seja, não universal. E, claro, por grupos que justificam o ato pela tradição ancestral e garantem que mulheres não são forçadas, e sim optam por passar pelo ritual.

O raciocínio relativista está centrado, como observa o caríssimo prof. Luciano Oliveira ao discutir a universalidade (ou não) dos Direitos Humanos, na oposição entre tradição e razão como a fonte primordial de legitimidade.

Dito de outra forma, o argumento culturalista parece dizer que as sociedades tradicionais são naturais e as ocidentais não. Mas devemos lembrar que toda cultura é dinâmica. “A cultura dos direitos humanos, que tolera muitas coisas, mas interdita outras, é tão “natural” quanto qualquer cultura “autêntica” de qualquer canto do mundo – que também se edificou destruindo outras” (Oliveira, 2008). E eu completaria dizendo que, se não destruindo, ao menos absorvendo e/ou distribuindo elementos de outros grupos.

Assim, ao se tratar o corte genital feminino apenas como um elemento cultural que não pode ser julgado, são minimizadas as relações de poder que existem em qualquer grupo humano. Seja aqui, no mundo ocidentalizado, seja nas comunidades não modernizadas.

A UNICEF calcula que entre 100 e 130 milhões de mulheres sofreram a referida mutilação, sendo que destas, 26 milhões experimentaram sua forma mais dolorida[1]. E é comum que muitas mulheres tentem fugir dessa cultura não compreendida por nós, etnocêntricos ocidentais. Fuga nem sempre fácil. Ester, a jovem que motivou esse artigo, não quis dar mais detalhes sobre o trajeto feito, destacando apenas que a viagem, feita em caminhões até a Europa, passando pelo Marrocos, significa violações das mais diversas e até a morte para muitas mulheres. E entrar na Espanha, como se sabe, não é também tarefa fácil. A jovem só conseguiu entrar em Ceuta (cidade espanhola que fica na costa marroquina) a nado.

Como não se indignar com essas situações? Enfim, sei que não estou falando a partir do melhor dos mundos, que cada comunidade tem seus mecanismos ritualísticos e que os das comunidades secularizadas também carregam violências e violações. Porém, não quero “nivelar por baixo”. Sou contra a mutilação genital feminina, do mesmo jeito que sou contra as violações em Guantánamo, a violência sexual legitimada por padrões sexistas e a discriminação racial, por exemplo. Mas hoje, foi a história de Ester que me sensibilizou.

[1] Que incluye el clítoris, los labios menores, parte de los mayores y la sutura de la vagina, con la única excepción de una pequeña apertura para evacuar la orina y el fluido menstrual.(El País, 02/06)

Por: Mariângela Ribeiro, professora universitária de Sociologia, colaboradora do Gajop e assessora técnica da Ação em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento [AGENDE].

Para saber mais:
"Me fui para que no me mutilaran” (Matéria do El Pais)
www.elpais.com/articulo/sociedad/fui/mutilaran/elpepusoc/20090531elpepisoc_6/Tes

A universalidade dos Direitos Humanos (Texto de Luciano Oliveira, abril de 2008)
http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=899

sábado, 13 de junho de 2009

Para o dia dos namorados...


O amor é paciente, é benigno;

o amor não arde em ciúmes,

não se ufana, não se ensoberbece,

não se conduz inconvenientemente,

não procura os seus interesses,

não se exaspera, não se ressente do mal;

não se alegra com a injustiça,

mas regozija-se com a verdade;

tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba.



Tudo faz sentido quando se lê acima.
Você simplesmente passa a entender porque você não consegue esquece-lo(a) por mais que tente,
Entende porque você ainda espera aquele email que não vem,
aquele telefonema que jamais receberá,
Entende porque você não consegue sentir raiva por mais que ele(a) provoque,
Entende porque não sente rancor, por mais que ele(a) tenha ferido seus sentimentos.
Entende porque no fundo ainda acha que terá um final feliz.
Entende porque todo "não" soa como "sim".

Finalmete você pára e entende o que você realmente sente por ele(a).

É, isso é corintios 13...